quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Belo é seu dom de criança

belo é seu dom de criança,
e grandes as esperanças de seu realejo
de menino doce;

não sei como escrever estes fragmentos de vitral
sem me machucar em seus cacos

tentarei.

pelos caminhos e trilhas que caminha,
nascem as tulipas que formam sua trilha
franciscana;
não tenho como expressar meu pesar
de ver seus pés rotos e andarilhos
esvaírem-se em sangue e feridas

mas que posso fazer eu, se ratos roem as cordas
de meus poucos instrumentos
à última sinfonia?

estou tentando, baby, e isso é impossível.

mas não me responsabilizo por poemas que ladram e mordem
esses teus braços finos e frágeis
nem por ratos que roem cordas de tchellos
em seus derradeiros acordes.

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