sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pelas ruínas de Atenas caminha o partenon

pelas ruínas de Atenas caminha o partenon
rodeando
as esfinges;
pirâmides respingam em seu olhar vinagre quente

máscaras coreografam seus movimentos inertes,
e tornam-se audíveis acordes
de melodias perdidas no tempo;
é tarde, eu sei.

seu lado ferino se manifesta às doze badaladas
do relógio da sala;
não tenho medo de seus envios.

se pudesses, tolherias a corrente dos rios,
secá-los-ia às nascentes, não permitiria seu rumo.

avalio a grandiosidade das montanhas;
mas não se comparam aos picos do ser
apesar de serem belas
e desvirginarem as nuvens
num constante;

os ventos do deserto assopram suas areias,
grãos que viajam em destino de outros
amarelos átomos de solidão iminente.

continuo a rabiscar minhas folhas em branco,
apesar de mais sábio e mais sóbrio
de ser.

rabiscos que formam figuras estranhas, fragmentos de real
sonhos de criança, lembranças de viver

Nenhum comentário:

Postar um comentário