terça-feira, 29 de dezembro de 2009

ser

não há quem mereça ao adormecer a doçura deste afago,
e acionistas majoritários não terão partilha
nos bens que envolvem teus desígnios.
por mais que me convenças de tais absurdos,
ainda sorrio quando vens até mim com esses olhos de castor montanhês,
e me pedes que aceites teus desejos de supetão.
és algo que prefiro não definir, essa penumbra sem focos de direção,
que sabe quando e como realçar os traços de sombra
e luz,

por sob as velas do castiçal, escorre a cera, enquanto me deixo envolver
por tuas promessas napoleônicas.

a torre eifel, eu a quero para minhas cabeceiras, como cabide para sungas,
coloque-as nos meus dois lados de paixão;
do louvre, só quero teu autorretrato, a que contorno negro
de manchas esparsas de cores não nítidas, belas.

recostas teu peito no meu, e deixe que eu navegue no teu manto etéreo,
até que eu me torne mais uma de tuas alucinações.

daí, saberei que, enfim, sou algo além de um por do sol numa nuvem distante.

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