sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

a poesia e o tempo - 2

minha palavra aspira a impotência própria de toda palavra,
já que só por uma vez o verbo fez-se,
e todo o verbo posterior não escapa de ser somente seu eco.
ela avoluma-se em avalanches, goteja como gutural goteira,
pretendendo-se abissal em suas poças sobre o soalho roto das horas.

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