quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

a poesia e o tempo - 1

são trinta e tantos anos contados nas imprecisas ampulhetas
que nada nos dizem de tão prodigiosa
sintaxe: prestidigitador, o tempo sorri os seus roubos
e furtivo acresce de mim tudo quando prescindo
no correr de meus dias. são trinta e tantos asnos
zunindo,
e não sei o que fazer.

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