terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

BOLÃO

A criançada esfomeada resguardava impaciente um lugar, já que a disputa era acirrada. O garoto (ainda) indiferente tomava lugar de honra na mesa de fórmica. Patati, patatá, blábláblá. Glub, glub, glub. A faca penetra o bolo guiada pela mão certeira e indiferente do garoto. Nhac, nhac, nhac, nham, nham. A vela azul, antes acesa, recosta-se vagarosamente na dobra da toalha, descansando um pouco para, breve, dar início ao seu grande plano.

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