terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ÓSCULO

Não tenho nada a dizer.

E é neste paradoxo que desenvolvo minha antifala, meu discurso vazio
(perdão!, não vazio, com um pontinho preto numa página
Amassada):
Nada a dizer, nada a declarar, não há nada a ser dito
(o que quer dizer que há algo a se dizer).
E é neste aparente paradoxo que desenvolvo minha procura entre tanto
E tantos que dizem e que se diz, sem que realmente nada haja para ser dito:
Procuro o que não dizer, e é só isto que digo:
O que não digo.

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