quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Quieto, pede o quorum.

há espetáculos que nunca se vê.
mas visões espetaculares os precedem.
anunciam-os trombones e gritos de cães vadios
(sem rumos)

sabem para aonde não ir, os vikings do pensamento.

delírios povoam o fogos de chams que se apagam
e que se acendem

minhas riquezas são sábias,
mas não fazem grandes enigmas:
elas o são, querida, e eis aí o nada mais óbvio.

as gripes as facinam, com seus vírus purulentos
de charme vão
sem sumidades;

perguntas populam e criam margaridas,
que vendem em pequenos ramalhetes
nas esquinas de mendigos e piranhas
fauna corner

inglês aprendi, e outras línguas que não a tua ferina
que entrecorta meus lábios sem mesuras
e percorre meu corpo sem licenças

cansou-me a loquacidade dos teur termos de sábio tolo,
e milhares de vezes li nas nuvens e nas xícaras
seu hieróglifos.

querido, eu sou semita
não peças para atingir o abissal
sendo eu mero pardal.

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