quarta-feira, 31 de março de 2010

A ALEGRIA DO POETA

Não sei se isto é verdadeiro
(corre de boca em boca numa sucessão infinita);
Diz-se que poeta sorri
Com todos os dentes
Que não tem.

terça-feira, 30 de março de 2010

A AGONIA DO POETA

Poeta se nasce de parto natural;
não se aceitam cesarianas,
Não insista, por obséquio.
Poeta é natimorto ou agonizante.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A ANTOLOGIA DO POETA

Não é difícil para o poeta
Representar a farsa
De um ser
antológico.

Mascara seu fluido
Com fitas de muitos cheiros e cores
E, se alguém atenta a uma mecha de cabelos
Por debaixo da peruca,
com um ar de sábio
Ele a ignora.

sábado, 27 de março de 2010

O Espelho 051282

O espelho
Que ficava na moldura que ficava
Na parede que ficava no quarto
Que ficava na casa que ficava na rua
Que não ficava.

O espelho
Segredo da Vida e da Morte, essência pura
Refletor infindável, batalha incansável
Um dia se cansou daquele sinal fechado
E parou de viver.

O espelho
Se mandou da mutuca da parafina
Comunicou que faturara umas pernas tortas
Vindo na minha direção todo emocionado
Mascando chiclete.

O espelho
Almejou ser algo na vida escondida
Produzindo intermináveis sons e ruídos
Combinando palavras sem nexo ao acaso
Não aguentou.

O espelho
Quebrou.

sexta-feira, 26 de março de 2010

POEMA A UM PLANETA INEXISTENTE

A angústia de pressentir
Um amor inexistente
Sua falta pulsa
Nos corações alienados
Botões e ogivas
Mísseis e bombas
De um “ballet”
Macabro
Mortal
Sinistro
Basta!
Basta de crianças
Famintas
Basta de pessoas
Assassinadas
Por regimes insensíveis
Basta
A uma Humanidade
Que tem
Corações de pedra
Olhos vendados
Ouvidos tapados
Lábios cerrados
Bebês híbridos
Filhos radioativos
Pensamentos passivos
Cérebros inativos
E a rosa, a rosa, a rosa
A Rosa de Hiroxima
Perde uma a uma
Suas pétalas
De uma esperança
Maravilha
Agora sem cor
Nem cheiro
Insossa
Inconsistente
Caem por sobre um mundo
Que tem dias
Horas
Segundos marcados
Por relógios
Fissionários
Seu caule ressequido
Pende
Causticado pela chama
Radioativa
De um planeta
Qualquer
Que foi
Enveredando pelo Futuro
E que hoje
Não mais existe
Não mais.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gostaria de poder te dizer muitas palavras

Gostaria de poder te dizer muitas palavras,
mas elas se param na minha garganta,
Minha garganta seca e sedenta de luz e ar.
Gostaria também de poder evocar algumas dezenas de anjos alados
daqueles que a gente vê nas igrejas
E na mente de alguns homens,
mas eles também me fogem ao alcance.
Fogem rápidas de mim as palavras que não digo; voam aladas
e fico sem voz.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Há um cheiro que se esconde

Há um cheiro que se esconde dentro de mim, amargo,
De mim emana-se;

Há muitas e mutas cousas escondidas neste odor.

No odor que escapa de mim como uma líbelula afoga-se no pântano,
Coaxam sapos sobre minha folhas;
Pode parecer tolo evocar tais imagens,
Mas de que se faz a poesia senão de uma série
De tais bobagens?

De tantas e tantas cousas outras, outras coisas
E enumerá-las pode ser uma tarefa
Arriscada.

No odor que de mim se exala esconde-se um fruto podre,
Fruto de podridão divina – a centelha da eternidade que em mim se acende
E que em mim se apaguem todos os pontos luminosos, circunscrevendo
Meu pensamento simplesmente a uma meia dúzia de pares de meias sujos,
O copo de leite esvaziado sobre a cabeceira, lençóis amarfanhando-se
Num colchão preguiçoso.
Um amanhecer onde os corpos recusam-se a deslizar
Para dentro do mundo,
Para fora de si mesmos e de seu mundo compenetradamente
Único, particular.

No odor libélula que de mim foge, batendo as asas com vigor,
Nesse odor fujão, coaxar matinal, tão amargamente cotidiano e vulgar,
Esconde-se um outro odor, esse sim,
Imperceptível.

sábado, 20 de março de 2010

CONTINUIDADE – o retorno ao discurso, o enganoso retorno

mas me disseram me que muitas palavras usadas no cotidiano eram pecaminosas,
e eu passei a tremer de temor a cada vez que uma boca aberta a proferir
sortilégios e sacrilégios;
passei a pregar o retorno à simplicidade, à vida campestre e à limonada,
apesar de mais ninguém querer me ouvir.

e ficar calado, num protesto mudo, passou a configurar-se para mim
como uma solução, a melhor que havia me sido apresentada até este dia
e os seguintes;
em silêncio, comia, andava, ia aos shoppings, datilografava no escritório,
tomava banho, dançava na noite, fazia minhas compras e, aos domingos, ia à missa;
foi uma heroica tentativa: em silêncio, algumas pessoas passaram a me ouvir,
sim, sem falsa modéstia, talvez possa dizer que todos me ouviram então e,
julgando-me amparado por meu gesto, passei a falar com todos, no mais absoluto dos silêncios,
e, mais uma vez, ninguém me ouviu.

perante tudo e todos, vi uma simples verdade, a verdade que não se discursa, o paradoxal
de minha necessidade de comunicação:
resolvi me calar, me calar, calar-me da maneira a mais absoluta possível,
faze de mim uma imensa lacuna, reticências infinitas (e não delas que saem os três pontinhos?)
e, no abissal oculto em cada segundo desta minha antirredundância,
fazer emergir (ou afogar, o que é o mesmo) meu Duplo, meu inexistente Outro,
meu improvável Eu.

(87/02)

sexta-feira, 19 de março de 2010

no meio do caminho

no meio do caminho tinha pedra no meio da caminho

que saco.


......


no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho

não sucumbirei.



já sei.



vade retro
escavadeira.



bri lhan te.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Poesia

E a poesia dormia
E sonhava,
E em sonho cavalgava louca
Solta em pradarias
E uma poesia louca delirava
A pobre poesia era só sonho, e sonhava
Com seu grande dia
O dia em que, libertada,
Poderia sair do que se dizia
Impedir-se de ser mediatizada
Por um sentido que a trairia.
A poesia – amor platônico? – ria deitada
Em transe, e se imaginava poesia.
Poesia não intermediada,
Poesia que o ar carregava, poesia vida,
Pois só a vida é poesia.
Mas nossa poesia, infeliz, não é vivenciada
E recusa-se a falar e, calada,
Só sonhava um sonho de maresia,
Uma maresia calma que a banhava
E cobria o sonho pouco desta poesia
De uma fina película de areia,
Areia fina,
Fria.

A poesia pouca e fria se deixava recobrir de areia
E a areia da maresia do mar da palavra porte forte de nossa pobre poesia
Calou-a, e ela se fez uma estrela marinha.

quarta-feira, 17 de março de 2010

NIGHT IN GLORY

p/rodrigo g. lopes
ieda regina tanaka




: see
autumn
out
and now
weightness
he gets
over
and gilds
(golds?)
october
(when
a leave
is so
that glows
on memory)
slow
each color
shining
the glory
the sun’s
to ours
see
it’s autumn
at all
(out
& now)
when
a face
(that’s all)
that falls
on memory

.

(18.11.88)

segunda-feira, 15 de março de 2010

SOBRE UMA CANÇÃO DE EGBERTO GISMONTI

Eis que nasce o mais belo poema
Sonho de luar
Diluído nas águas da noite
O coro se eleva
Cantando belos hinos
Ao Sol que já se vai
Pássaros em revoada
O farfalhar das asas planando
Doces e suaves
Pela infinita vastidão
Do meu Ser
Evocando belas sinfonias
A partida é uma necessidade
Tão dolorosa
Quanto imperiosa
Mas que se impõe
Majestosa
Como o final de uma música
O coro de vozes parece mais distante
A Lua já desponta no Céu
Seu
Manto de estrelas
O mar continua a banhar
As conchas angustiadas
Abro as asas
Voo de ida
Partida
Sem volta
Ao irmão céu.

É o fim.

Ou tavez o fim
Seja apenas o começo
Um eterno recomeçar
Que nos acompanha
Homens-fênix que somos
Ranascendo das cinzas
E de nós emergindo novas asas
Para alçarmos voo
E alcançarmos os Céus
Num esforço sublime
Suavemente adocicado
Constante.

Não sei.

domingo, 14 de março de 2010

POEMA IMAGINÁRIO:

Uma brisa suave
Uma gota de chuva entrecortando os céus
Num percurso desconhecido
Um raio de luz que o Sol pare
Desfaz-se em reflexos multicores
Pintando o céu
Uma nuvem a plainar no ar
Suspensa por fios invisíveis
Pequena marionete do cenário
Que se desvenda nesse único instante
Um sorriso baila
Gargalhada irreverente
Ecoando ar afora
E atingindo o Infinito
Um amor pairando
Mesclando todos os elementos
Com uma doçura indefinível
Paz
Bem quase que utópico
Mas ainda imaginável, enfim.

sábado, 13 de março de 2010

poema vão

Puxa vida, disse eu, quantas pequenas coisas a gente se esquece de dizer
E de fazer;
Tantos objetos passam pelas nossas mãos sem que sequer
Demos conta disto;
Muitas coisas há que poderíamos dizer, ou sussurrar
Sem que isto nos pareça tolo, fútil,
Inútil;
Puxa vida, voltei a dizer, puxa vida.

sexta-feira, 12 de março de 2010

CIRCENCE 2

Naquela noite,
Nem o Sol se pôs;
Ficou na expectativa
Escondido sob arbustos e folhagens
Esperando o desfecho

Todos esperavam tensos,
Numa pesada atmosfera pudica e esperançosa.

Aqueles
Ficaram em suas casas
Com suas janelas semicerradas

Aquelas
Que ninguém consolava
Postaram-se em suas camas
Sobre colchas e fronhas
Todas chorosas.

Subitamente,
Tudo se encerrou.

Com nada mais
Nada menos

Que um dramático
Ponto final.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Poema a um pequeno defunto

Extinta, a Alma se vai
Singela
Criança
Esperança
De que um dia
O que houver
Haja
De haver
(Semântico!)
Transplante meu lábio
Ao pequeno defunto
Não proferirei injúrias
Em teu nome
Sublime
So be
Só.


Adeus.

terça-feira, 9 de março de 2010

Mulher

Tenta-se passar de fininho
Na sua sorrateira posse,
Mas não se consegue:
Teus olhos de águia sedenta
Não permitem desvios
Nem desafios;

Tenta-se ouvir o teu canto
Um uivo ferino que raspa
O hímen da noite;
O negro no açoite
Diz que estás fora e não quer te chamar;

Tenta-se abraçar o teu corpo
De fêmea ardente,
Mas que ninguém tente,
Pois nas tuas armadilhas de fogo
Se perdem gregos e troianos,
todos os anos;

Bruxa maldosa, feiticeira do profano,
Perdoa meu engano;
Deixa eu coifar os teus pelos,
Brincar de amor em teus seios,
Pr’eu te afogar em teu manto.

Pr’eu, em tua tumba soturna,
Padecer em teu pranto.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sol poente

(a Gilberto Mendes)

perdão.
mas que tolice, vindo ao mundo,
entrar com um pedido de ressarcimento de despesas.


dois dólares, a casaca.
os fios crescem do solo rentes às telhas,
sim, senhor, aí, por favor, não me recrimine,
a tolice não é minha, apesar de todos os cuidados,
as meninas desabrocham pelas ruas às cinco,
o mundo perpetua-se por sobre todos nós,
à nossa revelia.









e essas longínquas regiões? alguém pensa nos homens dos desertos,
e esse homem há em alguma parte? não há o pigmeu senão
em suas imagens, não há a fome senão na piedade, não há
o estranho fora dos olhares espargidos, não há a natureza
além do Greenpeace, e que nos importa o quanto nos espojamos
nessa ausência do que é cúmplice? nada nos importa mais,
hoje e sempre, onde o mundo trespassa-nos, para além
de toda revelia.




perdão, o sol poente tampouco há de se importar, mesmo
que eu fosse a voz de Billie Holliday, quem sabe uma
tempestade venha? o raio é a lembrança mais próxima
daquelas mortes nas fogueiras, mesmo sem o tempo,
eu sei das horas. as meninas se espalham sobre o asfalto, amor,
os fios crescem, os homens dos desertos, o vento noroeste,
o mundo que nos esfola.

domingo, 7 de março de 2010

TESTÍCULO

ou a pedra de seu sumo agrotoxicamente
lambidas a fio
saborosas sucatas de lixo
eu não sei como
explicar
sou eu, e talvez alguém mais
queira
dividir os méritos de minha personna
(non grata)
não crias tu em meras viagens, e alucinações
não te comovam.

não valem a pena, não merecem uma parte sequer
de sua rara atenção:
são tão-só meras gotículas de strass, simples
reflexos de cintilações
em branco e preto.

sobre elas, não se derramam as lágrimas
não se simula a noite
num parco pedado de brisa marinha.

não se brinca mais nesse pátio de teias de aranha.

sábado, 6 de março de 2010

foi num dia qualquer

foi num dia qualquer, num canto de rua
num conto de lua
num concerto feito seresta

tentativas e seminários e emissões,
e beijos de lábios secos

a cruz pende sobre as cabeças
sobre a porta,
a cada entrada me angustio.

irás cair, pergunto-me intrigado?

nem violinos me respondem

no delírio deste recital,
os rococós se acumulam,
os rebusques e os detalhes se amontoam.

no delírio deste sonho,
quero ser este pesadelo sombrio
estas ovelhas que pulam e saltam cercas,
e invadem palco e plateia aos berros de oboés
e trompetes

a sereia pisca, e me retrio em meu banco aveludado.

sexta-feira, 5 de março de 2010

parcamente

parcamente, secreto secretos secredos
se credes em mim esparsa figuração cenicais
conclui teu credo (estas orações)
te aguardo
tesperoem cadacanto
nem sabes quen soy
nem eu
ma que minporta, pô
eu quero é mais.

quinta-feira, 4 de março de 2010

INTERFERUS INTERROGATORIUM

E não é que lá estava eu, sentado num banquinho de madeira
(Como se isso fosse a coisa mais importante do mundo)
Quando me descobri, descobri-me sentado num banquinho
De madeira;

Foi estranho;

Eu, me achando a coisa mais importante do mundo,
E descubro a coisa mais importante do mundo
Sentada num banquinho, fazendo nada (e em se tratando dessas coisa
A mais importante
Deve ter uma significação profunda e complexa o fato dela estar fazendo
Nada);

Comuniquei o ocorrido à minha mulher (como se isso fosse possível)
Mas ela riu de mim
E pediu-me que não a aborrecesse mais
Pois que tinha mais o que fazer (certas pessoas têm a mágica capacidade
De sempre terem mais o que fazer);
Ergui a voz a meus filhos e netos e a seus brinquedos de plástico
E carmesim purpúreo,
Mas eles não me ouviram.

Fiquei mais algum tempo sozinho com minha perplexidade.

Não, não me conformei: abri a porta da casa e saí às ruas
Tinha que avisar a todos de minha descoberta bizarra (quem diria!
A coisa mais importante do mundo – e, obviamente, aquela pela qual
O mundo rodava e as nuvens andavam, pela qual os orixás faziam previsões
E os soldados marchavam – ei-la inerte, passiva, com olheiras profundas,
Uma barriga flácida, a barba por fazer!); todos, todos, deveriam saber
Disto;
Eu gritei para todos os que passavam, rindo, assustando, e, quando isto
Não bastou, eu fui aos jornais matutinos e vespertinos, às revistas semanais
E às mensais; e, quando estes não me ouviram, eu acudi à sabedoria das
Emissoras de televisão dizendo-me um grande sábio, um conhecedor de
Oráculos; escrevi faixas, imprimi panfletos, realizei comícios,
Mas nada, nada adiantou,
Ninguém me ouviu;

Desacreditado, descrente, atravessei a soleira e fechei a porta que abrira
Com tanta força;
A mulher num canto, filhos de olhos esbugalhados espreitando do corredor,
Sentei-me no banco de madeira e, deste (aparentemente) simples banquinho,
Contento-me em contemplar a coisa mais importante do mundo
Sentada num banquinho de madeira
Fazendo nada.

quarta-feira, 3 de março de 2010

... e o tempo era uma casa de paredes largas

“... e o tempo era uma casa de paredes largas e caiadas quando o homem lá chegou. E estando ele cansado de sua jornada, as pernas doloridas e os pensamentos em desordem, resolveu fazer daquela pequena casa sua morada. Entrou e observou bem aquelas paredes manchadas de nada e procurou entre elas o que poderia vir a constituir o futuro, mas não conseguiu. O homem contemplava o tempo, e este, ao homem; porém, haja vista que ao tempo foi dado um fluxo, o homem, intimidado pelo que lhe pareceu uma sabedoria imensa, baixou os olhos e deixou-se contemplar. Uma vez habitando o tempo, o homem viu-se mergulhado nele; ele, um nômade, viu-se prisioneiro de um tempo que agregava tudo o que já não era – o tempo passado; de um tempo esvaziando-se a todo instante e a a todo instante remetido – o tempo presente; e de um tempo vago para o qual ele sempre se dirigia, independentemente de seu desejo – o tempo futuro. Uma vez habitando o tempo, o homem foi habitado por ele: o nômade quis partir, um dia, e, estando encharcado do sentido do tempo, este tornou-se tão caro a ele que o homem não pôde partir só. Então, tempo fez-se memória, para que o homem pudesse partir sem nunca deixá-lo.”

(Do ‘Livro de Memórias’ de Erma Bonchavis, a Tesa. Datado de 03.11.1565)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Poema gaulês

Ai, Deus:

Ora pois que mariposas
Perseguidas e sem caule.
Cujo gosto não se sabia
Qual,
Por minha sopa adentraram,
Comendo letras analfabéticas,
Linguagens, grafismos e,
De sobremesa,
Sonetos ao molho inglês.

Que dirá o Rei, ó fariseus
Sem nome, alma, piedade!
Que faria ele sem seu verso
Rítmico, sua estrutura
Rígida, seu provérbio
Gálico?
Sem o orgulho da labuta
Prestada ao ponto-e-vírgula
Senil?

Sabereis em breve, pequenos alados,
Pois que o juízo se aproxima,
E a espada curta,
Mas breve.