segunda-feira, 1 de março de 2010

Poema gaulês

Ai, Deus:

Ora pois que mariposas
Perseguidas e sem caule.
Cujo gosto não se sabia
Qual,
Por minha sopa adentraram,
Comendo letras analfabéticas,
Linguagens, grafismos e,
De sobremesa,
Sonetos ao molho inglês.

Que dirá o Rei, ó fariseus
Sem nome, alma, piedade!
Que faria ele sem seu verso
Rítmico, sua estrutura
Rígida, seu provérbio
Gálico?
Sem o orgulho da labuta
Prestada ao ponto-e-vírgula
Senil?

Sabereis em breve, pequenos alados,
Pois que o juízo se aproxima,
E a espada curta,
Mas breve.

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