sexta-feira, 26 de março de 2010

POEMA A UM PLANETA INEXISTENTE

A angústia de pressentir
Um amor inexistente
Sua falta pulsa
Nos corações alienados
Botões e ogivas
Mísseis e bombas
De um “ballet”
Macabro
Mortal
Sinistro
Basta!
Basta de crianças
Famintas
Basta de pessoas
Assassinadas
Por regimes insensíveis
Basta
A uma Humanidade
Que tem
Corações de pedra
Olhos vendados
Ouvidos tapados
Lábios cerrados
Bebês híbridos
Filhos radioativos
Pensamentos passivos
Cérebros inativos
E a rosa, a rosa, a rosa
A Rosa de Hiroxima
Perde uma a uma
Suas pétalas
De uma esperança
Maravilha
Agora sem cor
Nem cheiro
Insossa
Inconsistente
Caem por sobre um mundo
Que tem dias
Horas
Segundos marcados
Por relógios
Fissionários
Seu caule ressequido
Pende
Causticado pela chama
Radioativa
De um planeta
Qualquer
Que foi
Enveredando pelo Futuro
E que hoje
Não mais existe
Não mais.

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