segunda-feira, 15 de março de 2010

SOBRE UMA CANÇÃO DE EGBERTO GISMONTI

Eis que nasce o mais belo poema
Sonho de luar
Diluído nas águas da noite
O coro se eleva
Cantando belos hinos
Ao Sol que já se vai
Pássaros em revoada
O farfalhar das asas planando
Doces e suaves
Pela infinita vastidão
Do meu Ser
Evocando belas sinfonias
A partida é uma necessidade
Tão dolorosa
Quanto imperiosa
Mas que se impõe
Majestosa
Como o final de uma música
O coro de vozes parece mais distante
A Lua já desponta no Céu
Seu
Manto de estrelas
O mar continua a banhar
As conchas angustiadas
Abro as asas
Voo de ida
Partida
Sem volta
Ao irmão céu.

É o fim.

Ou tavez o fim
Seja apenas o começo
Um eterno recomeçar
Que nos acompanha
Homens-fênix que somos
Ranascendo das cinzas
E de nós emergindo novas asas
Para alçarmos voo
E alcançarmos os Céus
Num esforço sublime
Suavemente adocicado
Constante.

Não sei.

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