terça-feira, 6 de abril de 2010

AMOR

o amor,
tempo vago;

o amor
é rede
vazada;
enlaça
e sobe
ao cimo,
enrodilha-se
e,
quando se dá
conta,
já nos recobre
de uma pele
segunda
e nos afaga
com um riso
maroto.

mas ele é mau,
uma estrela
sombria
piscando
e
piscando, mais
e mais, até que,
um dia,
nossa noite
amanhece
num sol cáustico.

se temos asas
em voo,
cegamos;
se nos dói
e fere, dentro,
quedamos e,
feridos,
estiramo-nos
à espera
que este sol
nos incinere.




até a próxima noite fria.

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