quinta-feira, 29 de abril de 2010

The four seasons – Winter – Adler – the sense of time

A triste umidade soprando nos vitrais das casas nas colinas
O vento
Transportando ao longe pesadas neblinas.

O chão subindo e atingindo o céu branco sujo, e com este se confundindo
Em mescla
A areia fina que cisiona-se entre os dedos e na água se diluindo.

A folha amarela que se solta e, solta,
Se queda;
A estática acalma dos seixos na beira dos riachos.

Descubro-me dentro de um mundo que não me é muito estranho,
E me embebedo de seu absinto lírico e gelado;
Movo-me dentro desta vertente.
Fantasio um voo inconsequente e me sinto içado,
Não piso no campo arado nem o no impessoal e duro cimento;
Neste momento, sou alado, e capturo em meus braços gaivotas azuis.

Molhado de chuva, pouso no raio e me faço sua luz,
Propago-me e possuo o domínio de todo o espaço,
Me faço, pelo instante de um relâmpago,

Mas apago.

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