quarta-feira, 21 de abril de 2010

PÔ, EMA!

“Como da planilha à flor,
No meio da quase-vasta planície,
Da pétala brota a rosa; triste rosa.
Por entre a neblina e a umidade,
Acende o cigarro. A chama é vômito do isqueiro,
E rapidamente dissipa-se na superfície.
Da luminosidade difusa, pendem as cintilações
Ora multicores, ora raiadas de preto e branco.”

Às vezes não se o por quê do tomar da caneta;
O por quê de palavras soltas às linhas/versos
O por quê dessa fluência plena de criação
Das razões que levam o poeta na sua caminhada
Pluritemática.
Mas talvez o poeta seja uma grande incógnita
Uma sinfonia e alguns concertos a cada poema
E, se sorte tiver,
Alguns secos aplausos.

E talvez seja o ser uma grande incógnita
A única razão da existência do poeta.
Incógnita que pode assumir todos os valores
Inclusive nenhum deles.

Talvez.

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