domingo, 9 de janeiro de 2011

Três ratos cegos

Três ratos cegos
Põem-se a roer
Roem Roem Roem.
Roem tumbas, carrancas
Roem folhas, madeira
Roem, crédulos,
O tempo.

Três ratos cegos
Roem Roem Roem
Sonhos, açúcar
Roem fios, tecidos
Toem tudo que supõem
A roer.

Três ratos cegos
Que roem o tempo,
Sapatos, cerâmicas

Três ratos não tão cegos
Roem o homem que há dentro
De cada um de nós.

Um comentário:

  1. De onde é este poeta Silvio Augusto?
    Gostei dos poemas.
    raimundodemoraes@interpoetica.com

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