quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cristal

cristal (1)



seria ilegítimo acenar
tamanha estranheza;
choca-te os olhos
este meu olhar?
perdoa a ausência,
o tato é volátil.

cristal (2)



o que seria ser mulher?
o mistério persiste.
mas deita, amor,
e me permite
gozar
a sabedoria de teus lábios.

cristal (3)



pestanejei
e o mundo se desfez, refazendo-se
em seguida;
fechei as pálpebras por alguns minutos
e novamente ele silenciou;
só a eternidade do olhar impede
o calor de todos os rumores.




1989/manuscrito

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